Onde adquirir uma Bata de Cola no Rio de Janeiro?

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Eva Yerbabuena

O bailarino, coreógrafo, professor e figurinista carioca, Ricardo Samel, desenha e confecciona trajes flamencos para aulas e espetáculos não só no Rio, mas também para todo o Brasil. É um dos pioneiros a costurar Batas de Cola, que possui modelagem e tecnologia extremamente complexas.

Ricardo confecciona Batas sob medida e envia para todo o Brasil. Agora, está oferecendo algumas de segunda mão a um preço imperdível: de R$ 350,00 a R$ 600,00  à vista + custo de reajuste (se necessário) + frete.

Confira na galeria de fotos abaixo, os modelos disponíveis. Todos são para manequim 44 com um metro de altura na frente. Todas elas podem ser reajustadas para menos.

Para adquirir uma bata de cola de segunda mão ou pedir uma nova, sob medida, entre em contato com Ricardo Samel através do e-mail: ricksamel@gmail.com ou de seu perfil no Facebook

Abaixo, um trecho de um artigo sobre Bata de Cola, escrito pelo próprio Ricardo Samel em seu blog Flamenco y Moda.

“Muitos artistas da nova geração desconhecem a Bata de Cola. Mas uma geração de bailaores defende e pratica o uso desta peça de grande beleza cênica. Artistas como Inmaculada Ortega, Mercedez Ruiz, Eva Yerbabuena e gente tradicionalista como Merché Esmeralda ou mesmo Matilde Coral que, inclusive, já lançou um livro intitulado “Tratado de la Bata de Cola”.

A Bata de Cola foi considerada por muitos anos como indumentária de uso exclusivo das mulheres, mas que vem sendo usada por nomes importantes e que não descaracteriza o lado masculino dos bailaores por estarem em uso deste traje.

O uso e manuseio da Bata de Cola requer dedicação e muito estudo, além de conhecimento dos palos flamencos para não acabar em cena como um elemento de “desfile” e usada de um lado ou para outro como se aquilo que se leva atrás esteja incomodando a dança.
Sua aparição é mencionada durante o séc. XVIII como uma parte traseira da roupa com ajuste amarrado como umas pregas e que dava o “vuelo” da cauda. Havia pequenos bolsos internos e por debaixo outra saia cheia de babados. Os tecidos eram os da época como a seda e em tons pastéis adornados por flores. No último terço do Séc. XIX as batas eram mais curtas que as de hoje.
Contam que a primeira Bata apareceu em Granada e que era de tecido percal branco e que era uma adaptação de uma roupa de uma princesa daquela época. Ainda como registro, dizem que a bailaora Rosário La Mejorana, mãe de Pastora Império, foi a primeira a usar uma Bata nos palcos em concorrência com outra bailaora da época, La Macarrona.
Pastora Império e Antonia Mercé popularizaram o uso da bata de Cola em todos os cafés cantantes e teatros do mundo em que levavam seus shows a partir do primeiro terço do Séc.XX. Eram batas muto pesadas e que sempre precisavam ser engomadas antes de serem usadas no palco.
E assim começa o uso da Bata de Cola entre as bailaoras daquela época. Cada uma com a sua, com seu estilo e sua modelagem.


Hoje não há restrições quanto ao uso da Bata de Cola nem tampouco especificação do palo Flamenco a ela atribuída. Qualquer um poderá fazer uso da Bata desde que conheça técnicas de manuseio. Até mesmo o material usado hoje varia de acordo com a necessidade de quem a usa em cena e independe de ter ou não forro, de ser ou não armada, tradicional ou moderna”.

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